OS GOLS DA RODADA DO BRASILEIRAO
MELHORES MOMENTOS DE CRUZEIRO E INTERNACIONAL
Em jogo tenso, Cruzeiro segura o Inter no Mineirão. Líder não é mais 100%
Expulsões e discussões marcaram o primeiro tempo da partida. Colorado se mantém invicto, mas perdeu seus primeiros pontos
GLOBOESPORTE.COM Belo Horizonte
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Não há mais equipe infalível no Brasileirão 2009. Cruzeiro e Internacional empataram em 1 a 1, neste domingo à noite, no Mineirão. Com esse resultado, o Colorado, que tinha 100% de aproveitamento até esta quinta rodada, perdeu seus primeiros pontos na competição. Ainda assim, o time gaúcho se mantém invicto e líder da competição, com 13 pontos. Já a Raposa, com sete pontos, está em décimo lugar.
O Cruzeiro volta a campo no próximo domingo, às 18h30, no Mineirão, para enfrentar o Barueri. Já o Internacional, no mesmo dia e horário, enfrenta o Flamengo no Maracanã.
Primeiro tempo em alta tensão
Cruzeiro e Internacional começaram o jogo com os nervos à flor da pele. Muitas faltas, divididas ríspidas e discussões deixaram o jogo tenso. A Raposa tentou tomar a iniciativa da partida, mas o Colorado era mais perigoso nos contra-ataques. Logo aos quatro minutos, Magrão colocou os gaúchos à frente do placar completando com uma cabeçada certeira a cobrança de escanteio executada por Andrezinho. O Cruzeiro respondeu e quase empatou quando Jancarlos, aos sete, acertou a trave em uma cobrança de falta.
O gol do Inter deixou o jogo ainda mais nervoso. O Cruzeiro foi para cima e os colorados tentavam parar as jogadas à força. Bolívar deu duas chegadas fortes em Gérson Magrão e acabou levando o amarelo. Aos 17, confusão na área do Inter. A bola estava parada para uma cobrança de falta, quando Kléber derrubou Marcelo Cordeiro com um empurrão. Lauro tomou as dores do companheiro e acertou um chute no atacante cruzeirense. Kléber e Lauro acabaram expulsos.
O técnico do Cruzeiro, Adilson Baptista, tirou o meia Henrique e colocou o meia-atacante Bernando, para tentar compensar a saída de Kleber. Já Tite, treinador colorado, sacou o atacante Alecsandro para colocar o goleiro Michel Alves. O Inter levou a melhor com as mudanças, pois se manteve veloz nos contra-ataques, com Taison sempre bem acionado ora por Magrão, ora por Andrezinho. Já o Cruzeiro, sem Kléber, perdeu sua referência
Aos 28, o time gaúcho quase ampliou, quando Guiñazu ganhou de Gérson Magrão e lançou Andrezinho. O meia avançou e arriscou da entrada da área. A bola passou perto.
O jogo seguia tenso, com muitas faltas e poucas jogadas de perigo. A Raposa só voltaria no final da etapa inicial. Aos 45, Bernardo cruzou para Thiago Heleno, que tentou de cabeça, mas errou o alvo por pouco.
Cruzeiro empata em jogo cai
O Cruzeiro voltou para o segundo tempo com mais um atacante. Zé Carlos entrou no lugar do lateral-direito Jancarlos. Com isso, o time passava a ter dois jogadores de frente incomodando a defesa do Inter. A modificação deu resultado logo no primeiro minuto da etapa final: Zé Carlos foi lançado por Wagner e chutou forte. Michel Alves espalmou e a bola sobrou para Wellington Paulista empatar a partida.
O Colorado, mais retraído, esperava o Cruzeiro para se lançar em contra-ataques. Para isso, Tite trancou o seu time e colocou mais um zagueiro pelo lado esquerdo: Danilo entrou na vaga do ala Marcelo Cordeiro. Com uma linha de quatro defensores, o Inter ia segurando a pressão cruzeirense e tentava explorar a velocidade de Taison e de Giuliano, que entrou no segundo tempo.
Em uma dessas tentativas do Inter, um lance polêmico. Aos 33, Giuliano foi lançado e partiu em velocidade. Quando ele ia entrando na área, foi travado pelo goleiro Fábio. Os colorados reclamaram pênalti, mas o árbitro mandou o lance seguir.
Esse foi o principal lance de perigo do líder do campeonato. No mais, só deu Raposa, que rondou a área vermelha a todo instante sem, porém, conseguir ameaçar efetivamente o gol de Michel Alves.
Ficha técnica:
CRUZEIRO 1 x 1 INTERNACIONAL
Fábio, Jancarlos (Zé Carlos), Leonardo Silva, Thiago Heleno, Gerson Magrão; Fabrício, Marquinhos Paraná, Henrique e Wagner (Eli Carlos); Wellington Paulista e Kléber. Lauro, Bolívar, Índio, Danny Morais e Marcelo Cordeiro (Danilo); Guiñazu, Sandro, Magrão, Andrezinho (Giuliano), Taison e Alecsandro (Michel Alves).
Técnico: Adilson Baptista. Técnico: Tite.
Gols: Magrão, aos 5 minutos do primeiro tempo; Wellington Paulista, 1,
Cartões amarelos: Bolívar, Marcelo Cordeiro, Sandro, Guiñazu, Danny Morais (Internacional), Wellington Paulista, Wagner, Gerson Magrão (Cruzeiro). Cartão vermelho: Kléber (Cruzeiro) e Lauro (Internacional)
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte. Data: 07/06/2009. Árbitro: Antônio Hora Filho (SE). Auxiliares: Edmo Oliveira Santos (SE) e Ivaney Alves de Lima (SE).
yenso tenso
Kléber desabafa e reclama de perseguição (07/06)
Vicente Ribeiro - Portal Uai
Atacante, revoltado, considerou injusta a expulsão contra o Internacional
Jorge Gontijo/EM/D.APress
Momento da expulsão de Kléber
Expulso ao se envolver em lance polêmico com o goleiro Lauro, do Internacional, no empate por 1 a 1 no Mineirão, neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, o atacante Kléber se mostrou revoltado com o árbitro Antônio Hora Filho e classificou o cartão vermelho recebido como injusto. O jogador chegou a dizer, em entrevista coletiva, que acredita não conseguir jogar por causa da perseguição dos juízes brasileiros.
Kléber considera que está marcado pelos árbitros brasileiros, e pôs em dúvida se conseguirá atuar por muito tempo no país. “Eu já comecei a pensar que preciso ir embora do Brasil, pois não consigo trabalhar mais no meu país. Em todos os jogos acontece isso. No ano passado eu era o vilão, agora eu virei o bonzinho. Mas isso não adianta nada, apanhei o jogo todo contra o São Paulo, os números mostram isso. Hoje eu fui agredido e acabei expulso. Às vezes eu fico pensando se não é hora de eu jogar lá fora”, declarou.
Ele explicou o lance em que acabou sendo expulso ao lado do goleiro Lauro. “O Adílson sempre me pede para ficar em cima do goleiro, para não deixá-lo sair. O lateral do Inter, que não me lembro o nome, começou a me empurrar para me tirar de lá, o que é normal e sempre acontece em todos os jogos. Eu o empurrei, ele fez uma cena e levantou logo em seguida. O Lauro tomou as dores e me agrediu. Eu levei um chute sem bola, fora do lance, fui simplesmente agredido e acabei expulso por isso”, alegou.
O atacante acredita ter sido vítima de perseguição pela punição aplicada ao árbitro paranaense Evandro Rogério Roman, que apitou São Paulo x Cruzeiro no Morumbi. “Eu fico me perguntando se o árbitro do jogo contra o São Paulo não tivesse sido punido se ele me expulsaria. De repente, ele ficou com raiva da punição do colega e tomou as dores me expulsando. Quando a gente faz alguma coisa, o STJD vem e pune a gente. E agora, vão punir o juiz?”, questionou.
Voltando ao empate com o Internacional, Kleber considera que o gol dos gaúchos saiu em um erro do árbitro. “Algumas coisas são piada, mas já está virando bagunça. Os juízes estão de palhaçada, a arbitragem foi ridícula. No gol que a gente levou, eu fui empurrado, ele não deu a falta no nosso ataque, saiu o contragolpe e levamos o gol. A gente treina a semana toda, trabalha a semana toda, aí os juízes vêm e atrapalham tudo”, lamentou.
Jogo esperado
Para Kléber, a revolta ainda é maior pelo fato de não poder atuar naquele que considera o jogo mais importante pelo Cruzeiro, contra o Palmeiras, na próxima rodada do Brasileiro, domingo que vem, em São Paulo. “Muita gente não sabe a importância que esse jogo contra o Palmeiras tem para mim. O cara me tirou de um jogo que tinha uma importância enorme para mim. Não vou conseguir dormir por uma injustiça do árbitro”, revelou.
Era o jogo mais importante, porque muitos falam que eu sou palmeirense, que eu não conseguiria jogar e até iria fingir contusão. Eu queria muito jogar e ganhar, mas o árbitro me tirou da partida”, acrescentou o atacante, expulso pela última vez na vitória de 1 a 0 sobre o Universitário de Sucre, em 4 de março, pela Libertadores.
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