Vélez Sarsfield é o algoz do Cruzeiro no Grupo 7 da Taça Libertadores
Raposa leva vantagem no retrospecto contra Colo Colo e Deportivo Itália, mas tem
histórico negativo contra o rival da Argentina
O Vélez Sarsfield é o único algoz do Cruzeiro entre os clubes que compõem o Grupo 7 da Taça Libertadores. No retrospecto, a Raposa leva a melhor sobre Colo Colo, do Chile, e Deportivo Itália, da Venezuela, mas no histórico dos confrontos contra o Vélez, a vantagem é do clube argentino.
Cruzeiro e Vélez Sarsfield já se enfrentaram oito vezes. Foram quatro vitórias da
equipe argentina e três cruzeirenses, além de um empate. Além de bater a Raposa na final da Supercopa de 1996, o Vélez eliminou o time celeste nas oitavas de final da Copa Sul-Americana de 2005.
O primeiro jogo do Cruzeiro pelo Grupo 7 será justamente contra o Vélez, na próxima quarta-feira, no Estádio José Amalfitani, bairro de Liniers, Buenos Aires, onde a Raposa nunca conseguiu derrotar o algoz. O Cruzeiro perdeu por 2 a 0 os três jogos que fez no estádio do adversário.
Se não tem um histórico dos mais felizes contra El Fortín, como é chamado o Vélez, o Cruzeiro, pelo menos, tem o Colo Colo e o Deportivo Itália como fregueses. Contra a equipe chilena foram 17 jogos: sete vitórias celestes, sete empates e apenas três derrotas. Já contra o time venezuelano, duas vitórias cruzeirenses em dois jogos.
Confira, jogo a jogo, o retrospecto da Raposa contra os adversários do Grupo 7 da Libertadores deste ano:
Jogo - Data - Motivo - Estádio
Contra o Vélez Sarsfield:
Cruzeiro 2 x 1 Vélez Sarsfield – 15/08/69 – Amistoso – Mineirão Vélez Sarsfield 3 x 6 Cruzeiro – 6/02/71 – Amistoso – La Bombonera Cruzeiro 1 x 1 Vélez Sarsfield – 9/03/94 – Libertadores – Mineirão Vélez Sarsfield 2 x 0 Cruzeiro – 31/03/94 – Libertadores – José Amalfitani Cruzeiro 0 x 1 Vélez Sarsfield – 20/11/96 – Supercopa – Mineirão Vélez Sarsfield 2 x 0 Cruzeiro – 4/12/96 – Supercopa – José Amalfitani Vélez Sarsfield 2 x 0 Cruzeiro – 14/09/05 – Copa Sul-Americana – José Amalfitani Cruzeiro 2 x 1 Vélez Sarsfield – 28/09/05 – Copa Sul-Americana – Mineirão
O Cruzeiro venceu o Villa Nova, por 4 x 2, neste sábado, pela terceira rodada, e terminará o dia como líder do Campeonato Mineiro. A equipe celeste se recuperou do revés para o Ipatinga na semana passada e contou com a força do elenco para chegar a seis pontos.
Adilson Batista armou a defesa com Marcos e Diego Renan nas laterais, Cláudio Caçapa e Leonardo Silva na zaga. Fabinho, Elicarlos, Pedro Ken e Bernardo compuseram o meio-campo e o estreante Anderson Lessa formou o ataque com Wellington Paulista. Gil, Jonathan, Marquinhos Paraná e Thiago Ribeiro ficaram como opções no banco de reservas.
Com a equipe mista, o Cruzeiro venceu o primeiro tempo por 2 x 1, gols de Wellington Paulista e Bernardo. Thiago Ribeiro e Jonathan entraram em ação na segunda etapa e marcaram os outros dois gols celestes.
O Cruzeiro agora volta as atenções para a Copa Santander Libertadores. Os jogadores folgam no domingo e já na segunda-feira viajam para Buenos Aires, onde enfrentarão o Vélez Sarsfield, na quarta-feira, às 21h 50, na estreia da segunda fase.
O jogo
Cruzeiro e Villa Nova fizeram um primeiro tempo movimentado e na maior parte do tempo equilibrado. O time celeste tomou a iniciativa e o adversário não se acanhou no Mineirão.
A Raposa começou melhor e abriu o placar logo aos 6 min. Pedro Ken começou a jogada no meio-campo e passou a Bernardo, que cruzou da esquerda. Marcos apareceu bem, se antecipou a Rafinha e cabeceou para Wellington Paulista marcar, de cabeça.
Depois de abrir 1 x 0, o Cruzeiro diminuiu o ritmo, passou a tocar a bola, e o Villa Nova reagiu. O jogo ficou bem disputado e o time celeste ampliou a vantagem após bela antecipação de Cláudio Caçapa na entrada da área, que resultou no chute firme de Bernardo, que de dentro da área marcou o segundo gol celeste, aos 28 min.
O Villa Nova não esmoreceu e marcou o primeiro gol pouco depois, quando Cleisson Veloso Pereira marcou pênalti em dividida de Marcos com Fabinho dentro da área. Marinho cobrou no canto direito de Fábio e anotou 2 x 1 aos 35 min.
Vendo que o jogo estava parelho, Adilson Batista fez duas substituições no intervalo para tentar decidir o confronto. Marquinhos Paraná e Thiago Ribeiro substituíram Marcos e Anderson Lessa. Pedro Ken foi deslocado para a lateral direita. Com os dois titulares em campo, o time celeste passou a rondar a área adversária em busca do gol.
As trocas surtiram efeito aos 19 min. Thiago Ribeiro recebeu lançamento longo de Marquinhos Paraná, avançou pelo lado direito, driblou um adversário, invadiu a área, cortou o zagueiro e chutou forte para fazer 3 x 1. Um golaço.
No minuto seguinte ao gol, Jonathan entrou em ação, no lugar de Bernardo. Em mais uma jogada de atletas que entraram como suplentes, o Cruzeiro decretou a goleada. Thiago Ribeiro cruzou da esquerda e Jonathan apareceu como centroavante para driblar um adversário antes de chutar de pé esquerdo e fazer 4 x 1.
O Villa Nova marcou novamente aos 43 min. Emerson recuou a bola para Warley, que bateu de primeira, de fora da área, para dar números finais ao placar.
CRUZEIRO 4 X 2 VILLA NOVA
Motivo: 3ª rodada do Campeonato Mineiro Data: 06/02/2010 (sábado) Árbitro: Cleisson Veloso Pereira (MG)
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte Público: 8.960 pagantes Renda: R$ 139.755,86 Gols: Wellington Paulista, aos 6 min, Bernardo, aos 28 min, e Marinho, aos 35 min do primeiro tempo; Thiago Ribeiro, aos 19 min, Jonathan, aos 19 min, e Warley, aos 43 min do segundo tempo
Cruzeiro Fábio; Marcos (Marquinhos Paraná), Cláudio Caçapa, Leonardo Silva e Diego Renan; Fabinho, Pedro Ken, Elicarlos e Bernardo (Jonathan); Anderson Lessa (Thiago Ribeiro) e Wellington Paulista Técnico: Adilson Batista
Villa Nova
Rafael; Serginho (Emerson), João Júnior, Bruno Lourenço e Rafinha (Rodrigo); Leandro Paraná, João Paulo, Luís Ricardo e Allan; Fabinho e Marinho (Warley) Técnico: Rubão (interino) Cartões amarelos: Bruno Lourenço e Luís Ricardo (Villa Nova); Leonardo Silva e Cláudio Caçapa (Cruzeiro)
Melhores momentos: Cruzeiro 4 x 2 Villa Nova pelo Campeonato Mineiro
depois do jogo de ontem agora realmente estamos na terceira libertadores seguida .feito que é pra muito poucos coisas que só um grande time consegue .agora que estamos definitivamente brigando pelo trí das américas coisas que também só um grande time tem status para tal feito .somos cruzeiro somos grandes somos a l´a bestia negra um time copeiro .um time que sempre foi respeitado por onde passou , chegou a hora vamos contra tudo e contra todos vamos buscar esse trí que por uma obra do acaso ajudado por alguns fatores desagradáveis deixamos escapar .agóra sim perrela estamos lá acredita agora ? será que já pode correr atráz do tempo perdido e dos reforços que sobraram no mercado ?todos nós sabíamos de antemão que ninguém chegaría antes de se confirmar a participação do cruzeiro na fase de grupos da libertadores .não venha fazer a torcida acreditar que o kleber é reforço não .pois ele já estava no elenco , e por muito pouco você zezé perrela com sua ganância e sua falta de ambição por título nos deixou sem o melhor e principal jogador do elenco no ínicio da competição mais importante para o clube , não venha dizer que fez tudo para ele voltar , pois se preocupace realmente com títulos nem faría o jogador fazer uma viagem tão longa e cansativa apenas para dizer um "não " não eu não quero deixar o cruzeiro nesse momento estou feliz lá quero ser campeão lá , quero ser ídolo lá ;será que essas palavras e esse gesto não devería ser repetido pelo presidente do clube como o maior membro da cúpula cruzeirense ?que tal presidente imite o kleber repita comigo ."eu amo o cruzeiro , eu quero ganhar títulos pelo cruzeiro , o cruzeiro é grande se ajudei a crescer não tenho o direito de apequenina-lo "vou segurar os poucos craques que temos e vou buscar o que estiver faltando para ser campeão vou mostrar a torcida que realmente torço e amo o clube que comando .e não senhor presidente gritar em tom irônico e prepotênte , quem paga as contas sou eu , quem comanda sou eu , vou vender quem e quando eu quiser tenho que cumprir meus compromissos .senhor presidente quando digo eu pago certamente esta saindo do meu bolso não ?não é o que acontece né ? lembre´se presidente seu compromisso é com o clube sim , mais seu compromisso esta atrelado com títulos resultados e esta atrelado sim a torcida são 8 milhões de torcedores somos uma população maior que muitos países , e nosso clube é maior que muitas seleções .merecemos respeito , e merecemos um time de alto nível para não apenas disputar não apenas fazer boas campanhas mais sim ganhar sermos campeões e se isso presidente deixou de ser sua principal meta então esta na hora de dizer não quero mais passo meu bastão de cabeça erguida serei apenas um torcedor .sabemos que muito se fez a família perrela , porém a muito não fazem mais . não saiam pela porta dos fundos
Mais uma vez a diretoria quis se desfazer de um craque que tem condições de nos dar títulos. Isso se repete a cada ano. O Kléber é apenas mais um exemplo –
Zezé Perrella alegou que as manifestações de torcedores contrárias à venda de Kléber não mudarão a política da diretoria do Cruzeiro de vender jogadores para honrar compromissos. “Se aparecer uma coisa boa pelo Kléber amanhã eu vou vender. Vou vender qualquer jogador que eu entenda que deva para pagar as contas. Eu respeito demais o torcedor, mas quem tem de pagar as contas é a diretoria”,
O Cruzeiro cumpriu seu papel, goleou o Real Potosí, por 7 x 0, na noite desta quarta-feira, no Mineirão, e garantiu um lugar no grupo 7 da Copa Santander Libertadores. Depois do empate por 1 x 1 na Bolívia, a equipe celeste não teve dificuldade para eliminar o adversário da primeira fase para seguir rumo a tricampeonato da América.
Kléber comanda o Cruzeiro contra o Real Potosí
Raposa aposta na volta do Gladiador para conseguir a classificação para a segunda fase da Libertadores
É no embalo do artilheiro Kléber, que voltou ao Cruzeiro depois de uma frustada negociação com o Porto (POR), que a Raposa buscará a classificação para a segunda fase da Libertadores, no jogo de volta contra o Real Potosí, nesta quarta-feira, às 21h50, no Mineirão.
Kléber está preparado para a “reestreia” no Mineirão e, quem sabe, para repetir a atuação do primeiro jogo oficial pela Raposa, em 2009, quando marcou dois gols no Gigante da Pampulha em jogo válido também pela Libertadores.
- Não esperava a recepção. Soube que algumas pessoas não ficaram felizes com a minha saída e agora fiquei muito feliz. Espero retribuir isso tudo amanhã - disse Kléber.
O técnico Adilson Batista conta com o apoio da torcida celeste. Antes da partida diante do Ipatinga, pelo Campeonato Mineiro, o treinador já havia convocado o cruzeirense para ir ao estádio no sábado. Mas pouco mais de sete mil pessoas estiveram no Gigante da Pampulha na derrota por 3 a 0 para o Tigre.
- Precisamos da torcida. Hoje (último sábado) estiveram aqui sete mil pessoas e no momento que mais precisávamos começaram a vaiar. Tem que jogar junto, ajudar, mas já sou acostumado com isso aqui - criticou o treinador.
O time de Adilson Batista entrará com apenas uma alteração em relação à equipe que empatou em 1 a 1 com o Potosí, na partida de ida na Bolívia: o meia Bernardo fica com a vaga de Gilberto, que cumpre suspensão.
Real Potosí
A delegação do Real Potosí embarcou na segunda-feira rumo a Belo Horizonte ciente de que o Cruzeiro é franco favorito para a partida, que vale uma vaga na fase de grupos da Libertadores.
José Ochoa, vice-presidente do clube, disse à Agencia EFE que o time mineiro é “um monstro” e tem um orçamento maior que o de todos os times da Bolívia juntos.
- É um clube com jogadores de renome e que podem ir para a seleção. Nosso futebol está longe de competir com eles. É uma missão difícil - disse Ochoa, contradizendo o sonho da classificação levantado pelo técnico Sergio Apaza.
- Existem milagres no futebol e já conversamos com os jogadores sobre a partida de volta, que é de vida ou morte. Vamos a Belo Horizonte com este pensamento - comentou Apaza antes do embarque.
O jogo
O Cruzeiro deixou evidente desde o apito inicial a superioridade técnica sobre o Real Potosí. No ritmo da torcida, o time celeste imprimiu um ritmo forte nos minutos iniciais, com a gana de quem queria decidir logo o confronto.
A melhor chance criada na "blitz" inicial foi aos 8 min. Henrique recebeu passe de Jonathan na área e acertou um chute no travessão. No rebote, Wellington Paulista cabeceou e o goleiro brasileiro Machado fez grande defesa, impedindo o gol de abertura.
O Real Potosí tentou equilibrar as ações, e a partir dos 15 min o Cruzeiro diminuiu o ritmo alucinante com que entrou em campo. Mas não por muito tempo.
O Mineirão comemorou pela primeira vez aos 28 min, quando Jonathan lançou Wellington Paulista, que matou no peito, carregou a bola com categoria e encobriu Machado com um toque sutil. Antes que a bola entrasse, Marquinhos Paraná disputou com Ricaldi e fez 1 x 0.
O segundo gol saiu apenas dois minutos depois. Jonathan tocou para Wellington Paulista, que da entrada da área passou a Thiago Ribeiro. O camisa 11 não teve dificuldade para finalizar da linha da pequena área e acertar o canto esquerdo. Cruzeiro 2 x 0.
O Cruzeiro não diminuiu o ritmo e, em mais uma intervenção de Jonathan, marcou novamente. Aos 39 min, o lateral avançou rente à linha lateral e cruzou rasteiro para Kleber chutar na saída do goleiro, fazer 3 x 0 e beijar a camisa celeste na comemoração.
Antes que o primeiro tempo terminasse, a china azul vibrou pela quarta vez. Thiago Ribeiro cruzou na esquerda e Jonathan cabeceou como centroavante. Cruzeiro 4 x 0, aos 46 min. A superioridade do Cruzeiro na primeira etapa fica evidente quando se constata que goleiro Fábio foi para o vestiário no intervalo sem fazer uma defesa sequer.
No início do segundo tempo, um lance incomum. Kleber recebeu o passe na saída de bola e logo foi atingido por Yecerotte, em carrinho faltoso, com apenas 3 seg de jogo. O árbitro argentino Diego Hernán Abal não teve dúvidas em expulsar o boliviano.
Adilson Batista agiu rapidamente e colocou Guerrón no lugar de Elicarlos já aos 4 min. o Cruzeiro ficou com quatro atacantes e, logo na primeira bola que recebeu, o equatoriano recebeu em velocidade e marcou, mas estava impedido.
Curiosamente, uma arma bem utilizada pelo Cruzeiro no jogo de ida passou a ser um empecilho ao ataque celeste no Mineirão. Os potosinos deixaram os celestes em impedimento seguidas vezes e atrasaram bastante a marcação do quinto gol.
O comandante celeste fez a segunda alteração aos 21 min. Bernardo entrou para armar jogadas no meio-campo, no lugar de Wellington Paulista. O esquema voltou a ser o 4-3-3. Sete minutos depois, foi a vez de Eliandro substituir o extenuado Gladiador Kleber, que deixou o gramado ovacionado pela torcida celeste.
Pouco depois de Eliandro entrar, mais uma expulsão curiosa. Galindo não obedeceu a determinação anterior do árbitro de retirar a aliança e foi advertido com o segundo cartão amarelo. O Real Potosí passava a jogar com 9 atletas.
O Cruzeiro insistiu muito e finalmente ampliou o placar aos 42 min. Após bela troca de passes, Jonathan rolou para Eliandro chutar cruzado, na pequena área, para fazer 5 x 0. No minuto seguinte, foi a vez de Bernardo receber passe de Diego Renan na esquerda, passar pelo goleiro e completar e fazer 6 x 0.
Por fim, Guerrón fechou a contagem, já aos 46 min. O equatoriano foi acionado por Jonathan, passou por Clavijo e, quase sem ângulo, marcou o sétimo.
CRUZEIRO 7 X 0 REAL POTOSÍ
Motivo: jogo de volta da primeira fase da Copa Santander Libertadores Data: 03/02/2010 (quarta-feira) Árbitro: Diego Hernán Abal (ARG) Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte Público: 36.574 pagantes Renda: R$ 734.725,75 Gols: Marquinhos Paraná, aos 28 min, Thiago Ribeiro, aos 30 min, Kleber, aos 39 min, e Jonathan, aos 45 min do primeiro tempo; Eliandro, aos 42 min, Bernardo, aos 43 min, e Guerrón, aos 46 min do segundo tempo
Cruzeiro Fábio; Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Diego Renan; Elicarlos (Guerrón), Marquinhos Paraná e Henrique; Kleber (Eliandro), Thiago Ribeiro e Wellington Paulista (Bernardo) Técnico: Adilson Batista
Real Potosí Machado; Eguino, Ricaldi, Rodríguez e Galindo; Clavijo, Ortiz, Gutierrez e Argarañaz (Loayza); Yecerotte e Andaveris (Torres) Técnico: Sergio Apaza
Cartões amarelos: Gutierrez (Real Potosí); Henrique (Cruzeiro) Cartões vermelhos: Yecerotte e Galindo (Real Potosí) Meias: Bernardo e Pedro Ken Atacantes: Eliandro, Guerrón, Kleber, Thiago Ribeiro e Wellington Paulista
acompanhe a entrevista e julgue você mesmo precisa mudar ou não ?
os deuses do futebol não perdoaram.
As diretorias de Cruzeiro e Palmeiras passaram por um enorme vexame neste final de semana.
Tiveram de explicar porque não conseguiram prejudicar seus times.
Porque não conseguiram se livrar de dois jogadores que os torcedores mereciam ter no elenco.
Kléber não fechou com o Porto. E Deyvid Sacconi não se tornou atleta do Nantes.
A questão com o atacante que se transformou na alma do Cruzeiro foi mais complexa.
Como o blog havia publicado, ele havia dado a palavra a Adílson Baptista que não sairia do clube.
Estava decidido a fazer tudo para o Cruzeiro ganhar a Libertadores.
Ele sabia que era peça fundamental do esquema do treinador.
Dando essa segurança a ele, Adílson poderia pensar nos outros dez jogadores para entrar em campo.
Kléber é tão importante para o Cruzeiro quanto Adriano é para o Flamengo.
Ou até mais.
Só que os Perrellas tem o DNA de negociadores.
Eles sentem comichão quando surge qualquer proposta para qualquer um de seus jogadores.
Até mesmo Kléber.
E como eles têm o canal aberto com Portugal, resolveram vencer Kléber independente de Libertadores, de torcida.
O importante era o dinheiro.
O valor estipulado era de 5,5 milhões de euros e mais um argentino, Farias, de contrapeso.
O negócio era tão bom que o Grêmio vendeu o zagueiro Rever por 5 milhões de euros.
Vale a pena escrever de novo.
O Grêmio vendeu o zagueiro Rever por 5 milhões de euros para o Wolfsburg. Só que os deuses não perdoaram.
A começar pelo argentino Farias que se recusou a atuar no Cruzeiro, no Brasil.
E depois, Kléber viajou a contragosto para Portugal.
Quem conhece o seu gênio sabe que ele não faz o que não quer.
E começou a criar problemas na hora de assinar definitivamente o contrato.
Quis diminuir o tempo de vínculo.
E ganhar mais.
Resultado: negociação desfeita.
Qual o efeito colateral desse desgaste?
Kléber perdeu a confiança nos dirigentes.
Ele é absolutamente emocional.
Soube que o Palmeiras, sempre o Palmeiras, estaria se articulando para juntar mais dinheiro e tentar comprar grande parte dos seus direitos federativos.
Agora há a possibilidade de o atacante brigar de vez pela volta ao Palestra Itália.
Já que os dirigentes cruzeirenses o estavam vendendo pelo preço de um zagueiro, porque se dedicar?
A frustração de negociação mexe com o psicológico do time mineiro.
Thiago Ribeiro e Wellington Paulista já se sentiam absolutos com a saída de Kléber.
Não querem voltar outra vez a brigar para ser um mero coadjuvante.
Tudo isso por ganância.
Os Perrellas precisam encarar o time do Cruzeiro, como uma equipe de futebol.
Criada para dar alegria aos torcedores, ganhar títulos internacionais, ser importante.
Não como um balcão de negócios.
Seria muito melhor ficarem lidando com frigoríficos, com bolsa de Valores.
O Cruzeiro merece muito mais carinho, respeito para o planejamento de uma equipe.
Respeito pela Libertadores.
Ainda mais com o rival Atlético Mineiro se reforçando, lutando para acabar com a hegemonia azul.
Os deuses puniram e fizeram com os Perrellas o que eles mais odeiam: ver cancelada a venda de um jogador de futebol.
E o Palmeiras?
Muricy Ramalho viu ontem sua equipe perder para o Corinthians e não ter uma opção de meia para ajudar Cleiton Xavier, muito marcado, intimidado.
Ainda mais com Diego Souza fora do clássico.
O clube tinha esse jogador.
Mas tentou empurrá-lo de qualquer maneira para o futebol francês.
Deyvid Sacconi não é um grande craque, um jogador espetacular.
Mas no atual contexto do futebol brasileiro, ele pode se impor, virar titular do Palmeiras.
Foi muito injustiçado no elenco.
Mas o endividado clube tentou ganhar com ele 2,5 milhões de euros.
Só que ninguém checou que o Nantes precisava do atleta já com o passaporte europeu.
Deyvid conseguiu a cidadania italiana.
O passaporte comunitário chega em março.
O clube francês queria inscrevê-lo já.
Não houve jeito.
E o atleta já treina hoje no CT palmeirense.
Muricy não irá reclamar.
Para o Palmeiras se reforçar só assim, com jogador voltando depois de uma negociação amarrada de forma infantil.